SINDICATO DAS EMPRESAS DE PUBLICIDADE EXTERIOR NO ESTADO DE MINAS GERAIS


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Sepex-MG colabora para o fim das sacolas plásticas
Ideia é que entidade doe lonas vinílicas usadas na veiculação de mídia exterior e o material seja transformado em embalagens retornáveis

Primeira capital do país a proibir o uso de sacolas plásticas no comércio, Belo Horizonte já sente o impacto da mudança. Somente no mês de abril, quando a nova lei entrou em vigor, 13,5 milhões de embalagens descartáveis deixaram de ser utilizadas na cidade, segundo a Associação Mineira de Supermercados (Amis).

Na esteira deste processo, o Sindicato das Empresas de Publicidade Exterior no Estado de Minas Gerais (SEPEX-MG), apresentou proposta à Associação Municipal de Assistência Social (Amas) para colaborar ainda mais para o fim das sacolinhas. O SEPEX-MG propôs reutilizar as lonas vinílicas usadas em anúncios que, na maioria das vezes, ficam estocadas para confeccionar sacolas retornáveis. As embalagens seriam colocadas a venda em quiosques em supermercados, lojas de conveniência etc. e a verba arrecadada seria destinada a famílias carentes.

O objetivo é possibilitar o reaproveitamento social desse material propiciando oportunidades para famílias do município. As lonas vinílicas poderiam produzir além das sacolas, objetos como porta-lápis e mochilas, que também seriam vendidos, gerando renda-extra para o projeto.

De acordo com o presidente do SEPEX-MG, José de Assis Tito, a Amis se interessou pela iniciativa e já está desenvolvendo estudos para viabilizar a proposta.

Em outra esfera, o material reaproveitado poderia ser útil também na área de saúde para revestimento de colchões em asilos, confecção de aventais e até, em época de chuvas fortes, para forração de encostas evitando desmoronamentos e soterramentos.

Como funcionaria
Caso o projeto seja aprovado, está previsto que as companhias associadas ao SEPEX-MG forneçam a Amas, as lonas vinílicas já utilizadas que não forem devolvidas aos anunciantes e agências. Essas empresas também poderão colaborar por meio do Sinapro-MG e da Abap-MG, já que as lonas  também são muito utilizadas em pontos de venda (lojas do comércio) e prestação de serviços.

Conforme reforçou Tito, a proposta é aliar ajuda às instituições sociais, ao cuidado com o meio ambiente e à solução do problema de estocagem das lonas que afeta o setor de publicidade. “Estamos vivendo um momento de fundamental importância para todos, e este projeto além da preocupação com a natureza, pretende dar, mesmo que seja em caráter extra e eventual, oportunidade e ganhos financeiros para as famílias necessitadas”, afirmou.

Fonte: Meio e Mensagem

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