SEPEX-MG esclarece sobre publicidade exterior irregular
Alexandre Davis (*)
A grande característica da publicidade exterior é a sua versatilidade, a sua adaptabilidade a todos os níveis de exigências dos homens de marketing ou criação, sejam eles dos anunciantes ou das agências de propaganda. A publicidade exterior tem resposta rápida aos maiores desafios que lhe são propostos.
No entanto muito se tem feito a título de inovação, da suposta adequação às exigências da criação e do marketing, quando, na realidade, isso vem a ser um desrespeito à lei. Respeito básico que toda lei merece, em especial no nosso caso, quando engenhos de publicidade irregulares podem ser produzidos e montados, para exibição por prazos curtos ou não, colocando em risco a estética da cidade, o meio ambiente e, principalmente, a segurança da população.
Essa sistemática de quebra de paradigmas na suposição de atendimento à criação vem gerando em Belo Horizonte a insegurança, a chamada proliferação de publicidade exterior irregular, colocando, portanto, não só em risco a segurança da população, como das próprias empresas de publicidade exterior. Exemplo típico tivemos no ano passado, quando nossa atividade foi banida de uma cidade. Escorraçada mesmo, sob a pecha de poluidora, de desrespeitadora de normas etc.
Nossa preocupação com este assunto não é somente com o cumprimento da legislação, dever de todo cidadão. É, principalmente, com a preservação de mercado. Não se admite hoje o engodo, por meios os mais diversos, sob pretexto do dinamismo, do atendimento ao mercado, da inovação ou qualquer outro apelo, burlar a legislação, causando futuros transtornos à sociedade, esteja ela representada por pedestres no trânsito urbano ou por consumidores de bens, serviços e produtos. Aqui o anunciante deve se preocupar, pois, certamente, ele não irá querer que sua marca seja confundida com práticas irregulares de mercado. Novamente voltamos ao exemplo do ano passado, quando o anunciante não quis ver sua marca confundida naquele turbilhão do que é certo, do que é errado. Quem perdeu? O mercado.
É essa mesma perda, principalmente de valores, que queremos evitar aqui em Minas Gerais, onde em segmentos altamente regulados, como o mobiliário urbano, a título de atendimentos a exigências de mercado, se coloca em risco toda uma atividade econômica que vem lutando, no caso do Sepex-MG, desde sua fundação, há cinco anos, para o aperfeiçoamento da legislação, o respeito ao disposto na lei.
O Sepex-MG quer alertar a anunciantes e agências de propaganda que entendendo como ganhos de mercado a co-opção a praticas que deixam muito a desejar, o risco que eles estão correndo e, principalmente, que eles estão fazendo, voluntariamente, correr todas as empresas do setor. A riqueza dessas empresas não está somente naquelas velhas e surradas alegações de empregos diretos e indiretos, de impostos pagos. A riqueza maior dessas empresas está em participar de todo um processo produtivo. Didaticamente, há os que fabricam, os que vendem (comércio, distribuidores), os que produzem anúncios (agências de propaganda), os que veiculam esses anúncios (rádio, jornal, televisão, mídia exterior), os que consomem esses produtos.. O desvio de qualquer elo dessa rede produtiva em um mercado altamente exigente como está sendo o de hoje, em que consumidores escolhem empresas que não agridam o meio ambiente, certamente escolherão aquelas que respeitam a lei. O prejuízo não será apenas do anunciante, será de toda a rede produtiva. E um dos elos pode morrer.
É essa preocupação de morte com um desses elos – nossa categoria econômica -, que leva o Sepex-MG a fazer esse alerta. A entidade se coloca à disposição dos interessados, qualquer que seja o elo dessa rede produtiva, para esclarecer, orientar. É só consultar nosso site na internet: www.sepexmg.com.br.
(*) Presidente do Sepex-MG – presidencia@sepexmg.com.br