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Combate a faixas ilegais é intensificado

em Belo Horizonte

 

Ariano Cavalcanti de Paula *

 

A Câmara do Mercado Imobiliário de Minas Gerais (CMI/MG) e o Sindicato das Empresas do Mercado Imobiliário (Secovi-MG) conquistam, a cada dia, mais apoio no combate a irregularidades. Além da Prefeitura de Belo Horizonte, vários empresários têm manifestado adesão à campanha encampada pelas entidades contra as faixas ilegais que se multiplicam pelas ruas da capital mineira e, muitas vezes, são usadas por estelionatários.

As entidades têm uma ação ativa na conscientização da população, mas combater a irregularidade é um desafio que cresce a cada dia. De acordo com dados levantados pelas entidades, a quantidade de faixas espalhadas pelas vias públicas mais que dobrou nos últimos dois anos. Em 2006, eram afixadas mensalmente 1,5 mil faixas; somente em novembro de 2008, a entidade recolheu 3.264 faixas.

O uso de faixas gera poluição visual e fere o Código de Posturas de Belo Horizonte, que prevê multas que variam de R$ 1,7 mil a R$ 3,6 mil a todos os infratores, incluindo agência de publicidade, empresa que confeccionou a faixa, corretor/imobiliária e proprietário do imóvel. Esperamos que a população faça sua parte e não contribua com esse tipo de ação, pois esses anúncios podem esconder uma armadilha ou até um assalto. Os números de celulares, normalmente divulgados, dificultam a identificação de quem realmente está por trás dos anúncios. Portanto, é uma ação que já começa de forma ilegal.

Infelizmente, uma médica, que pediu para não ser identificada, não desconfiou das informações das faixas. No mês passado, ela ligou para um suposto proprietário de imóvel, que anunciava a locação de um apartamento por meio de uma faixa instalada em frente a uma escola no bairro Buritis, zona oeste de Belo Horizonte. Um contrato, falso, foi assinado com o estelionatário após o pagamento adiantado de três meses de aluguel. No dia da mudança, a médica descobriu que o documento era falso e não pôde acionar judicialmente o golpista, pois o nome dele também era falso e o único contato que tinha era o número de um celular, que parou de ser atendido.

Para evitar casos como esse e alertar cada vez mais a população de Belo Horizonte, a Câmara do Mercado Imobiliário de Minas Gerais (CMI/MG) e o Sindicato das Empresas do Mercado Imobiliário (Secovi-MG) auxiliam o Poder Público indicando os locais que precisam ser visitados pelos fiscais e oferecem o serviço de retirada de faixas. Atualmente, os bairros de maior incidência de irregularidades são Barreiro, Pampulha, Buritis, Gutierrez e Sion.

Para denunciar, basta entrar em contato, por telefone ou e-mail, informando o endereço completo do local onde a faixa é encontrada. Não é necessário se identificar para fazer a denúncia. De segunda-feira a sexta-feira, das 8h às 18h, ligue (31) 3055-5353 ou escreva para wagner@secovimg.com.br.

 

 

* Presidente da Câmara do Mercado Imobiliário e do Sindicato das Empresas do Mercado Imobiliário de Minas Gerais (CMI | Secovi-MG), diretor da Netimóveis GPO e coordenador do MBA Mercado Imobiliário em MG

 

     
Sindicato das Empresas de Publicidade Exterior no Estado de Minas Gerais – SEPEX-MG
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