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NOTÍCIAS E COMUNICADOS

O Brasil só anda se a gente anda

 

Roberto Hilton*

 

Quando queremos saber alguma informação de determinado fato, o primeiro lugar que procuramos é a mídia, seja qual formato for: impresso, TV, rádio ou internet. Os veículos de comunicação são fundamentais para conhecermos e entendermos melhor o que ocorre pelo mundo. No entanto, a credibilidade das informações perante o público já há algum tempo é bastante questionável. Não é de hoje que a imprensa consegue trazer, por meio de uma avalanche de notícias exclusivas, mas pouco apuradas, um estado de inconformidade baseada em informações superficiais.

 

Durante a Guerra do Golfo, em 1990, muitas imagens foram criadas para serem amplamente repercutidas pelo jornalismo televisivo mundial, sendo que não ocorreram. Quem afirma e sempre esclarece sobre o assunto é o teórico francês Ignácio Ramonet. Em seu livro “Tirania da Comunicação”, ele divide o assunto em duas etapas: a primeira salientando o cenário da informação como mercadoria e a segunda quando nos posiciona sobre a era da suspeita, onde os sentimentos dos cidadãos, em relação à mídia são de ceticismo e desconfiança.

 

Diante a crise econômica iniciada em 2008, as notícias pipocadas em todas as mídias não lembram outra coisa senão o pessimismo diante do crescimento e desenvolvimento econômico. Aquela velha história de que pensamento negativo atrai ações na mesma proporção não é mentira. A partir do momento que a indústria para de fabricar produtos, as pessoas param de consumir, os cofres param de receber dinheiro, a indústria para de contratar e a economia estagna consideravelmente. Mas a pergunta correta aqui é: de que forma a crise afetou, de fato, o trabalho da sua empresa e o seu cotidiano? Qual a necessidade de reaquecimento financeiro em empresas brasileiras?

 

Por isso, a Associação Brasileira das Agências de Publicidade (ABAP) lançou no fim de janeiro em São Paulo e hoje estende a todos os capítulos regionais a Campanha “A gente anda, o Brasil anda”. Um estímulo ao otimismo, um motivador de boas notícias. O objetivo da Campanha é incentivar a veiculação de informações positivas que promovam um contraponto à realidade expressa pelo noticiário atual. Empresas que estão lançando produtos, contratando, investindo ou aumentando sua participação no mercado têm oportunidade de potencializar seu investimento em comunicação.

 

A idéia é que as peças publicitárias criadas, voluntariamente por algumas agências e disponíveis no site da ABAP (www.abap.com.br), contribuam para que a crise não se aprofunde além do necessário. A campanha não pretende negar este momento histórico da economia mundial, mas ao adotar um posicionamento de otimismo em relação ao cenário, as empresas atraem negócios, geram simpatia dos clientes e tornam-se referência. A questão é incentivar a economia brasileira a crescer por meio de anúncios de produtos daquelas empresas que tem muitas boas notícias para dar.

 

O momento é agora. As empresas têm a oportunidade de valorizar a sua marca a preços que nunca pagariam. Os veículos de comunicação que participam da Campanha oferecem preços especiais para os anúncios que utilizam as peças disponíveis no site da ABAP. Ou seja, é a chance de anunciantes e de quem oferece espaço ganharem vantagens sobre um momento de crise. Trabalhar a publicidade e se apresentar na atual conjuntura são diferenciais que demonstram quem está à frente ou quer chegar lá.

 

Os encontros com executivos e empresários, como o seminário O Papel da Livre Iniciativa no Combate a Crise realizado esse mês em São Paulo, demonstram que há segurança para enfrentar a crise ou qualquer eventual descompasso do mercado econômico e que quem estiver preparado e souber passar por isso, estará fortalecido. Para isso as iniciativas de cada empresa e dos veículos de comunicação podem colaborar para este momento de audácia e não de retração. Segundo o ministro da Fazenda, Guido Mantega, que esteve presente no seminário citado, a economia vem sendo estimulada ao crescimento, logo a hora de avançar é essa, as empresas não podem ser tímidas.

 

Agora quem pode trazer melhorias à situação de mitificação econômica ou mesmo a real situação dela é a atitude de cada empresário, cada dono de agência e cada diretor de veículo de comunicação. Se todos perceberem como a divulgação de produtos e serviços pode estimular as vendas e fazer com que a economia gire como deve ser, sem nenhum adicional de reinvento da roda, o cenário poderá ser invertido tanto econômica quanto midiaticamente. A crise veio, seja com informações verdadeiras ou falsas, ou mesmo nas reações de mercado, que sabemos, existiram. É hora de retrabalhar a perspectiva e levar otimismo para a comunicação de cada empresa.

 

* Roberto Hilton é publicitário, presidente da Associação Brasileira das Agências de Publicidade – Capítulo Minas Gerais (ABAP-MG) e sócio da Jbis Propaganda.

 

 

     
Sindicato das Empresas de Publicidade Exterior no Estado de Minas Gerais – SEPEX-MG
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